No Balcão do Quiosque

domingo, 16 de junho de 2013

PARA CONFERIR O TEMPO...


No olhar rastros de inquietudes...
Como borboletas espantadas pelo vento,
assim é a alma de quem teme perder os sentimentos
pelas esquinas da complexidade de existir.

Os SENTIMENTOS vão escorrendo pelos dedos da vida,
que ora afrouxa o toque, ora o aperta
e assim é o vai-e-vem dos sonhos,
das fantasias,
das esperanças,
da paixão,
da alegria,
da angústia,
do choro,
 do riso...
e de tudo o mais que a vida vai fundindo ou estraçalhando,
através de palavras proferidas 
que se tornam oásis ou campos minados.
Pelos gestos que ganham a leveza de um toque
ou a distância imensurável entre corações
que teimam bater em um só ritmo.

O TEMPO passa, passa, passa...
Mas não consegue se converter em passado.
Apenas parece uma caminhada lenta,
que ao dobrar a esquina, 
estará lá a SAUDADE
para abraçar,
acarinhar
e dizer que tudo é igual,
que nada mudou
e que ela continuará em cada horizonte despontado esperando...
E nisso o AMOR aumenta...
[Ou atormenta?]



Marly Bastos

3 comentários:

✿ chica disse...

Maravilha,Marly! Sempre assim teus escritos! beijos,tudo de bom,chica

☆Lu Cavichioli disse...

OI Marly, voltaste com muita inspiração.
O Quiosque precisa mesmo de algum lirismo... Ele está tão quietinho!

Bacios caríssima
\O/

Patrícia Pinna disse...

Bom dia, Marly. Tempo que insiste em não passar fixando numa saudade que já deveria de ter sido esquecida, para mim atormenta.
Uma das piores coisas é viver uma saudade doída, um tempo que não é nosso, não galgarmos outros degraus, mas ficarmos sempre olhando para trás.
Isso atrapalha o presente e o futuro e amor assim não pode ser saudável, traz dor em si.
Parabéns!
Beijo grande, e já seguindo este espaço que não conhecia.