Me desculpem os Amigos Quiosqueiros por postar duas seguidas, mas hoje o Cristo Redentor faz oitenta anos e eu não podia deixar de reeditar esse post que fiz no Boca Diurna em 07 de abril de 2008.

Meu avô Joaquim esteve aqui. Não como um turista português, em cruzeiro pelo Brasil, mas como pedreiro e construtor de chaminés.
Todos já devem ter visto espalhadas por todo o mundo, chaminés de tijolos maciços, verdadeiras obras de arte, que erguem-se a altitudes de tirar o fôlego...
Pois meu avô Joaquim era construtor de chaminés.
Algumas erguem-se em tamanha imponência e graciosidade que são poupadas da demolição de uma fábrica fechada. Eternizam-se solitárias. Monumentos do testemunho da capacidade do homem.
Meu avô Joaquim era praticamente analfabeto. Ele era construtor de chaminés.
Joaquim "Bigode" (O segundo a partir da esquerda), viveu e morreu simples e pobre, mas não sem antes deixar de construir seu mais famoso monumento. O Cristo Redentor!
Meu avô Joaquim era pedreiro e praticamente analfabeto. Ele foi construtor de maravilhas.
Todos! Absolutamente todos, temos alguma importância para a história de nosso País.
Só depende de nós!!
Rio de Janeiro