Se você gosta de bom humor inteligente, nossa equipe de cronistas oferece diferentes abordagens sobre qualquer tema. Nosso objetivo é a interação. BOA LEITURA!
No Balcão do Quiosque
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Reabrindo o Quiosque do Pastel
Olá quiosqueiros, estamos de volta. Convido a todos para começarem a postar assim que quiserem.
Vamos reacender a chama das crônicas e voltar aos comentários tao bem pronunciados.
Em tempo vale re (postagens) se preferirem, no entanto as novidades já estão na bancada e o aroma de novos pastéis começam a invadir a casa.
Abraços caríssimos e sejam bem vindos de volta!
terça-feira, 22 de agosto de 2017
RELÓGIOS
Meu sogro tinha mania de relógios, e acho que eu também. Só na minha salinha de aula, tenho dois; tenho também um no corredor do andar inferior, outro no corredor do andar superior, outro na cozinha, um na área de serviço, e outro na sala de estar...e um em cada quarto de dormir. Ao todo, são 9. Se me perguntarem porque, direi que eu gosto de saber que horas são...
Historiadores crêem que o primeiro relógio foi criado na Judéia, por volta de 600 A.C. Era um relógio de sol. Pena que ele não funcionava à noite, e nem quando chovia ou estava nublado! Depois, vieram as ampulhetas, mas creio que não eram muito precisas... e um tanto grandes para se carregar de lá para cá!
Mais tarde, vieram os relógios de pêndulo (aperfeiçoado por Galileu), de bolso (inventado por Pedro Heilen, por volta de 1500 em Nuremberg) e de pulso (alguns crêem que foi inventado por Santos Dumont, mas na verdade, foi Patek Philippe, no final do século XIX quem o inventou... mas há controversas).
Não gosto muito de relógios de pulso. Mas adoro os relógios de parede! Adoraria ter um daqueles relógios cuco, dos quais sai um passarinho ao soar das horas. Amo escutar o tique-taque dos meus relógios enquanto ando pela casa à noite, quando tudo está em silêncio. Dá a impressão de que tudo está certo, que as coisas vão bem. O tempo não parou, e o mundo continua girando.
Também sou daquelas que ama dormir escutando um relógio barulhento, enquanto a maioria das pessoas que conheço sentem-se incomodadas por tal ruído. Tenho a impressão, ao dormir ouvindo o barulho do relógio, que estou sendo hipnotizada aos poucos por Morfeu.
Dá uma paz de espírito...
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Novidades
Olá meus amigos Quioqueiros, saudades de todos !!
Estou passando pra agitar o bloguinho e ver se a gente consegue reabrir o Quiosque, porque tem muito pastel com novos sabores. Inclusive, aproveitando ensejo, convido a todos para conhecer meu novo blog com parceria da uma quiosqueira, minha amiga Patty D'Oliveira.
E como sempre o tema é:
Apoiar a Literatura com temas interessantes, futuros concursos de poesia/contos. Crítica de cinema e Resenhas de livros. Crônicas e histórias fantásticas. Vale a Pena
Obrigada
É só acessar
A Culpa é das Ideias
Estou passando pra agitar o bloguinho e ver se a gente consegue reabrir o Quiosque, porque tem muito pastel com novos sabores. Inclusive, aproveitando ensejo, convido a todos para conhecer meu novo blog com parceria da uma quiosqueira, minha amiga Patty D'Oliveira.
E como sempre o tema é:
Apoiar a Literatura com temas interessantes, futuros concursos de poesia/contos. Crítica de cinema e Resenhas de livros. Crônicas e histórias fantásticas. Vale a Pena
Obrigada
É só acessar
A Culpa é das Ideias
terça-feira, 27 de setembro de 2016
FINITUDE
Sou finito, sou mortal
Se faço o bem, faço-o mal
Não há prata nem há ouro
No monte do meu tesouro
De tão limitado, enfim
Tenho infinitos em mim
Feito de pó, na verdade
Encerro uma eternidade
Possuo força sem braço
E lugar fora do espaço
Existir só, não compensa
Devo ser um ser que pensa
E trilhar tranquilamente
Meu caminho indiferente
Cultivar virtude e vício
Em permanente exercício
Não acredito na cura
De minha branda loucura
Tampouco servem pra ensino
Meus surtos de melhor tino
Espero que o ouvido certo
Minha voz encontre aberto
Tudo então fará sentido
Poderei ser esquecido
De vez, ou quiçá lembrado
Por tempo indeterminado
Não sábio, eremita, asceta
Não, simplesmente poeta
(in Poesia Amadora)
Se faço o bem, faço-o mal
Não há prata nem há ouro
No monte do meu tesouro
De tão limitado, enfim
Tenho infinitos em mim
Feito de pó, na verdade
Encerro uma eternidade
Possuo força sem braço
E lugar fora do espaço
Existir só, não compensa
Devo ser um ser que pensa
E trilhar tranquilamente
Meu caminho indiferente
Cultivar virtude e vício
Em permanente exercício
Não acredito na cura
De minha branda loucura
Tampouco servem pra ensino
Meus surtos de melhor tino
Espero que o ouvido certo
Minha voz encontre aberto
Tudo então fará sentido
Poderei ser esquecido
De vez, ou quiçá lembrado
Por tempo indeterminado
Não sábio, eremita, asceta
Não, simplesmente poeta
(in Poesia Amadora)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
O Espelho das Coisas
Estive pensando (e quando isso acontece, questionamentos estranhos podem surgir): Qual é a maneira mais confiável de nos vermos refletidos? Imediatamente, você pensou: "Em um espelho!" Mas... será mesmo?
Quando eu me olho no espelho, vejo o meu lado de fora. Talvez, se eu insistir um pouco, possa enxergar uma outra pessoa que me olha, lá de dentro das minhas próprias retinas. Ela tenta ser ouvida, ela quer existir e ser real, mas nem sempre, quem se olha no espelho quer ver a pessoa que está do lado de dentro, e sim, a casca que a encobre.
A melhor maneira de enxergar a si mesmo, é fechando os olhos e os ouvidos. Por que? Quando abrimos os olhos e os ouvidos, enxergamos as aparências, as ilusões e os rótulos que a sociedade e até nós mesmos criamos sobre nós. Podemos passar horas preocupados com a impressão que causamos nos outros, e dependemos do aplauso alheio para que nos sintamos alguém... e isto é desastroso! Quem se espelha nos olhos alheios escraviza a si mesmo.
Certa vez eu li em uma postagem no Facebook algo mais ou menos assim: "As mesmas mãos que o aplaudem podem, um dia, atirar-lhe pedras." É a mais pura verdade. O aplauso alheio pode massagear momentaneamente o ego de quem o recebe, mas depender dele para autodefinir-se é a pior forma de escravidão e ilusão.
Todos sabem os motivos reais que servem como base às próprias atitudes. Muita gente faz coisas tentando parecerem ser isto ou aquilo, mas na verdade, fazem por puro medo de não aparecerem, pois acham que se não se sentirem refletidos no espelho que é o outro, não são ninguém. Os aplausos que recebem ecoam por mais tempo em seus ouvidos porque não existe muita coisa entre eles. Há um enorme espaço vazio, uma falta de si mesmo, que necessita ser preenchida pelas ilusões de sucesso, fama e reconhecimento.
É terrível ter que precisar que outras pessoas nos digam quem somos.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Contando um "causo"
DONA MOCINHA
Dona Mocinha vivia lá pros cafundós onde Judas já tinha perdido tudo e só faltava o bigode... (mas ele tinha bigode?)
A talzinha era uma figura daquelas, bem folclóricas. Dessas saídas de um almanaque distribuído gratuitamente pela farmácia local no largo da matriz.
Seu maior atributo era a maquiagem que comprava na feirinha da beira de estrada dias de fim de semana. Coisa pouca: batom, rouge, lápis preto e rímel daqueles bem fubangos , ah e comprava também os compactos de sombra coloridas e o pó de arroz pra mor de ficar mais bela do que já era.
Os vestidinhos de chita eram sempre muito floridos, mas pareciam mesmo toalhas de mesa . Fazer o que né... Ela gostava!
Toda tarde ficava horas na vitrine do peitoril de sua janela olhando os moçoilos que saíam das fábricas e lhes sorriam gentilmente apertando o passo quando passavam por ela. Mesmo porque, ela se debruçava, empunhando os peitos como pedúnculos em flor. Era nojento de ver.
Os cabra safados (os mais velhos), os lobi(somens), a comiam com os olhos. Mas ela gostava mesmo era dos jovens e de alguns estrangeiros que às vezes por lá passavam em viagem.
Ela trabalhava na tecelagem da cidade e nas horas vagas se reunia com os poetas do cordel pra rabiscar e rebuscar palavreados.
Mas ela gostava mesmo era de galopar e seu cavalo (tão participativo ele), que fazia versos com ela.
Um belo dia ela ganhou um espelho e foi aí então que tudo mudou em sua vida porque ela nunca tinha visto aquele treco “praquelas”bandas. Ela costumava refletir mesmo sua imagem nas panelas que Anastácia areava com sabão de babaçu.
Desde aquele dia, Dona Mocinha ficou mais vaidosa e sabem que ela se deu bem?
A cidade elegia nesse momento o novo prefeito da cidade. Solteirão, montado na grana (do povo, claro) carrão último tipo...
Era metido demais o sujeito,porém sua figura era folclórica. Vestia-se sempre como um arco-íris, quando a calça era amarela o paletó era roxo, a camisa lilás e a gravata alaranjada. Usava sempre um chapéu , que dizia ele era um panamá... AH, TÁ!
OS SAPATOS ERAM SEMPRE DE VERNIZ COLORIDOS OU NÃO DEPENDIAM DE COMO ESTAVA A CACHOLA DELE NAQUELE DIA.
CERTA NOITE RESOLVEU PASSEAR NA PRAÇA E LÁ ESTAVA DONA MOCINHA NA JANELA DISTRIBUINDO SORRISOS E UMA MÁSCARA DE MAQUIAGEM QUE MAIS PARECIA UM BONECO DE VENTRÍLOCO. E NUM É QUE O PREFEITO AO VÊ-LA CAIU DE AMORES?
E ASSIM DONA MOCINHA , QUE ERA UM DOCE JÁ MEIO PASSADO NA VITRINE, VIROU SOBREMESA REQUINTADA NA MESA DO POLÍTICO.
... COISAS DA VIDA!
By Lu Cavichioli
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Dilma não nos enganou.
Normalmente as doenças nos oferecem alguns sinais antes de se manifestarem. A gripe começa com um leve incômodo, uma dorzinha de garganta, antes de se transformar em febre de 39ºC. Algumas viroses se apresentam com uma leve dor nos membros, principalmente nas pernas, antes de nos jogarem na cama. Eu tenho uma característica particular de sentir o sabor acentuado do cloro na água, pouco antes de cair doente em quase todos os tipos de virose que se apossem do meu corpo, incluindo a gripe. Enfim, doenças dão sinais, uns mais leves e outros mais fortes.
Logo após a posse de seu primeiro mandato, Dilma nos deus sinais. Foram sinais leves, mas foram sinais.
Existe uma lógica na qual as colocações de uma pessoa muito idiota possam parecer geniais devido ao inusitado. Vemos isso no excelente filme Muito Além do Jardim, onde Peter Sellers fez seu último e memorável papel. No filme, o jardineiro Chance se vê as voltas com uma vida fora de seu abrigo e de sua companheira de uma vida inteira, uma pequena televisão. Ao entrar em contato com o mundo exterior, Chance acaba virando uma espécie de guru do empresariado, devido às suas colocações de jardineiro. Não que ele quisesse dar sentido às suas frases dentro do contexto das conversas, mas pelo fato das pessoas buscarem alguma mensagem mais profunda e transcendental ao que o jardineiro dizia. E assim Chance virou um "gênio".
Assim aconteceu com Dilma. Ao aparecer na frente de Lula com um laptop no qual parecia ter de tudo dentro (Livro Vultos da República - Editora Cia das Letras), a atual presidente se habilitou para ocupar cargos no governo Lula.
O restante da história nós já sabemos, mas e quanto aos sinais?
A língua portuguesa é manhosa. Ela deixa rastros de personalidade de quem a pronuncia. A gentileza, a arrogância, a bondade, até a dissimulação em tentar esconder uma personalidade, deixam seus "DNAs" no rastro do pronunciamento das palavras de nossa querida língua.
O primeiro ato de Dilma, como Presidente da República, foi afirmar que seria chamada de "Presidenta" e não de Presidente. No princípio houve um estranhamento de alguns, com discussões com professores linguistas, incluindo o professor Pasquale Cipro Neto.
Numa dessas justificativas, Pasquale afirma que a flexão do "E" em "A" na terminação "NTE", de "agente" por exemplo, pode ocorrer em pouquíssimos casos. Um deles é "PARENTE/ PARENTA"....o outro é justamente "PRESIDENTE/ PRESIDENTA".
Estava lançado o primeiro sinal. Dado ao inusitado da expressão, que na sequência seria confirmada como rara e correta, Dilma confirmou sua condição de "gênio" de personalidade forte, da mulher que se auto-afirma, conhecedora inclusive dos meandros da língua.
O jardineiro Chance estava no comando.
De lá para cá foram infindáveis sinais, até chegarmos onde chegamos.
Marcos Santos.
Logo após a posse de seu primeiro mandato, Dilma nos deus sinais. Foram sinais leves, mas foram sinais.
Existe uma lógica na qual as colocações de uma pessoa muito idiota possam parecer geniais devido ao inusitado. Vemos isso no excelente filme Muito Além do Jardim, onde Peter Sellers fez seu último e memorável papel. No filme, o jardineiro Chance se vê as voltas com uma vida fora de seu abrigo e de sua companheira de uma vida inteira, uma pequena televisão. Ao entrar em contato com o mundo exterior, Chance acaba virando uma espécie de guru do empresariado, devido às suas colocações de jardineiro. Não que ele quisesse dar sentido às suas frases dentro do contexto das conversas, mas pelo fato das pessoas buscarem alguma mensagem mais profunda e transcendental ao que o jardineiro dizia. E assim Chance virou um "gênio".
Assim aconteceu com Dilma. Ao aparecer na frente de Lula com um laptop no qual parecia ter de tudo dentro (Livro Vultos da República - Editora Cia das Letras), a atual presidente se habilitou para ocupar cargos no governo Lula.
O restante da história nós já sabemos, mas e quanto aos sinais?
A língua portuguesa é manhosa. Ela deixa rastros de personalidade de quem a pronuncia. A gentileza, a arrogância, a bondade, até a dissimulação em tentar esconder uma personalidade, deixam seus "DNAs" no rastro do pronunciamento das palavras de nossa querida língua.
O primeiro ato de Dilma, como Presidente da República, foi afirmar que seria chamada de "Presidenta" e não de Presidente. No princípio houve um estranhamento de alguns, com discussões com professores linguistas, incluindo o professor Pasquale Cipro Neto.
Numa dessas justificativas, Pasquale afirma que a flexão do "E" em "A" na terminação "NTE", de "agente" por exemplo, pode ocorrer em pouquíssimos casos. Um deles é "PARENTE/ PARENTA"....o outro é justamente "PRESIDENTE/ PRESIDENTA".
Estava lançado o primeiro sinal. Dado ao inusitado da expressão, que na sequência seria confirmada como rara e correta, Dilma confirmou sua condição de "gênio" de personalidade forte, da mulher que se auto-afirma, conhecedora inclusive dos meandros da língua.
O jardineiro Chance estava no comando.
De lá para cá foram infindáveis sinais, até chegarmos onde chegamos.
Marcos Santos.
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