No Balcão do Quiosque

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Versejo Insone

Não havendo como
conciliar o sono
nada a fazer, ponho-me
a monologar
nesse modo insólito
e que me é bem próprio
de no solilóquio
lesto, divagar

Voo de passarinho
pra longe do ninho
curtindo o caminho
livre pelo ar,
pilho-me sozinho
sinto-me mesquinho
minto-me um tantinho
só que vai passar!

Pleno adejo, vejo
gente, afã, desejo
um penhasco, um seixo
- vou-me estatelar!
só me lembro o beijo
de cair o queixo
queixo-me mas deixo
isso me levar

Pegando corrente
seja fria ou quente
voo indiferente
pra qualquer lugar
já fico contente
de pensar que, à frente
vou, possivelmente
a você chegar

7 comentários:

Marcos Santos disse...

Gostei muito.

R. R. Barcellos disse...

Bravo!

Lu Cavichioli disse...

Eu num disse que o João surpreende! Olha ele aí com essa "belezura" de versos!
Uma cadência e contrução perfeitas.

Aplausos!!! =D
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Olhaaa O Marcos apareceu?!
Amigo e braço direito aqui no Quiosque. Já segurou(muito) minhas barras por aqui, né amigão?
bjs
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RR de cartola e tudo!

bacio!!;D

Luna Sanchez disse...

Essas noites insones são perigosíssimas! Por coincidência, falo nisso também no meu post atual.

Gostei muito, João, parabéns!

_____

Lu, que lugar bacana!

Acabo de ver os teus belos saltos no post anterior...rs

Adorei o convite e se tu não te importar que pela falta de tempo eu não poste de imediato, suuuuuper aceito, viu, querida minha?

Beijos.

Cidinha disse...

Olá Lu. Que bom vc de volta e tanta inspiração amiga! Adorei! Boa noite pra vc e lindo dia amanhã. Obrigada sempre! Bjos e todo meu carinho.

Milene Lima disse...

As noites de sono causam inspirações maravilhosas, vide esse poema encantador por João Esteves.

Inebriada!

Beijo!

J Araújo disse...

esta é a primira vez que apareço aqui. Mas gostei do lugar.

Abraço