No Balcão do Quiosque

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Isso é um ESPANTO!!! rs...


Julio e Fafá namorados
entre conversas e beijinhos
bem tranquilos na cozinha sentados

Brincavam como crianças e riam
o pai dela danado, de longe, dos dois  a cuidar

De repente de lá ele ouve :
- Feche os olhos Fafá . Só deves tocar e sentir...

-O que é isso? pergunta Júlio.

 Bem, o formato é de uma bola! responde ela.
 Enrugada também é...

O pai lá fora, já com a orelha em pé...

- Pega, pode pegar, vê que tá molinho e se tu comes ou tomas  te dá uma boa sensação,fala Julio...Vais gostar!

_ Vamos experimentar?

Nessa hora o pai adentra.

 Julio dá um pulo, assustado
 cai então no chão um fruto já quase amassado...

Quer provar um suco, seu Romeu? Estava brincando com a Fafá e já estava quase preparando!

_Suco? Era só um suco? fala o pai aliviado...

Claro que quero , podes preparar e quero provar bem gelado! Coloca bastante dessa fruta pois preciso relaxar e ela é muito boa para isso!

E todos tomaram juntos, um delicioso suco de maracujá!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tem quiosqueiro escondendo o ouro



Pessoal, descobri que tem um amigo nosso aqui que além da cultura que já acumulou é músico também!

Olha só o que eu achei, ou melhor, um passarinho me contou... (vou deixar o passarinho se manifestar por si só depois)rs.

Mas apreciem por favor, e aplaudam... Porque eu e o passarinho, já curtimos!

Preciso falar quem é? rs


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

É Preciso Florir


A vida me permitia ficar. Era tudo muito simples porque eu podia ver tudo quanto eu quisesse, fosse dia ou noite, e isso fazia de mim expectador universal em longa viagem dentro de algum espiral metálico que cuspisse fogo pelas ventas.

Eu esperava ansiosa pelas águas de março e os ventos de setembro redescobrindo a vida e a morte ao meu redor. Justamente porque eu estava em constante movimento e as mudanças eram crayons que me desenhavam no panorama artístico de um pintor imaginário. Talvez ele vivesse no alto da serra, cortando lenha e colhendo aromas de florestas na tentativa de perfumar meu coração altaneiro e fugaz.

Lembro-me da estatura varonil dos folículos e pedúnculos raquíticos que nasciam no beiral da estrada, lá pelas bandas da ponte, onde o ar era altamente castigado pelo abraço ofegante dos gases maléficos que invadiam as narinas da atmosfera.

De quando em vez eu sonhava com as montanhas que, arrogantes ,gesticulavam rostos no ocaso abrindo as cortinas da lua para então eu repousar e me tornar um gigante imantado no marinho do azul.

Dos ninhos eu era dona absoluta e minha força era oásis ao meio dia. E assim eu ia ficando, crescendo e multiplicando junto à generosidade da mãe Gaia, cujo plantio favorável e afável,  zelava - ao longe - um tanto desgastada.

Cresci seguindo meu curso que era natural e essencial dentro das tantas possibilidades que me eram conferidas naquele momento (talvez único), antes do abate.

FIM DO CAMINHO (salve o verde e todas as outras cores)

Minhas flores com certeza iriam parar em algum vaso

 com pouco oxigênio e nenhum talento

Minhas folhas  ficariam

 ausentes de clorofila - e meus

 brotos nem veriam a luz

Meu tronco  alvejado,

marcado e dolorido

choraria seivas

Minha raiz (órfã)

 escreveria no solo...

Eu fui APENAS uma árvore!
 
 
 

·         Texto e  poema unidos num grito de alerta aos homens de boa vontade que (ainda) vivem no planeta - nosso aconchego, nossa casa- nosso bem querer.

By Lu Cavichioli

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ERA ASSIM!


Era assim...
Quando os seus olhos se encontravam numa dança de conquista, sentiam uma parada na órbita da terra, tudo parecia suspenso, seus corações levitam e quase saiam pelas bocas...


Devagar, quase flutuando encostava o corpo dela no dele e podia sentir o calor de ambos tão fogoso e vivo quanto uma labareda... Enxergavam-se além do rosto, dos olhos e chegavam à alma.

Ele beijava-lhe a boca como um beija-flor faminto, traçando trilhas molhadas, fazendo percursos inéditos e num rompante deixava que  tudo desaguasse no ápice... Os beijos iam além dos lábios, do céu, da flor e da última barreira levantada.

O desejo intenso davam-lhes um desespero que ia além das possibilidades. Era querer mais que o querer permitia. Era ter mais que as mãos, bocas e palavras poderiam alcançar.  Era ganhar asas nos anseios que se faziam desejos doloridos, pois doía neles essa impossibilidade de se querer ter além do que possuíam.

Os dedos tocavam a pele e traçavam linhas imaginárias na alma! Os olhos dele queimavam a pele por onde olhavam... E olhavam tanto e com tal enlevo que parecia sondar e cobiçar a mulher mais linda já vista por aquele olhar instigador...

Os olhos dela pareciam os olhos de uma “gata de Faraó”,  olhava profundo como se olhasse a alma dele, como se cobiçasse o mais viril e romântico homem do planeta.

Depois de todos os suspiros arrancados, depois dos gemidos tão indizíveis, depois do gozo tão efêmero e inefável,  depois de todos os toques apaziguados, de todas as dúvidas caladas, de palavras desandadas, depois do vôo alcançado, depois da paz retomada, depois da cama arrumada, era hora de deixar a vida seguir o seu fluxo...

Marly Bastos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Histórias dos Tempos em que eu Fumava






Sou ex-fumante. Acho que nunca fui realmente viciada em cigarros, mas houve uma época em minha vida, na qual eu fumei; aliás, duas épocas diferentes. Vou falar da primeira, pois foi mais engraçada.

Meu pai, "Seu" Silvio, era considerado um pai durão, e nossos amigos meninos morriam de medo dele, embora dissessem que era só respeito. Minha irmã, nossos amigos e eu, brincávamos na rua até escurecer, e quando meu pai chegava do trabalho, logo ralhava: "Ester e Ana, já para casa!" Podíamos estar jogando bola, pique-altinho, queimado ou fosse o que fosse, assim que víamos meu pai apontar lá na curva, os meninos paravam tudo o que estavam fazendo e sentavam-se quietinhos, no muro da Alemã (que já foi personagem em uma série que escrevi e publiquei no meu blog, "As Aventuras de D. Iraci e Dona Nena, "As Aventuras de D. Iraci e D. Nena"). Meu pai passava por nós, e todo mundo: "Boa noite, "Seu" Silvio!

Bem, um dia, alguém apareceu com um cigarro. A partir daquele dia, quem fumava, era 'legal', e quem não fumava, era 'otário.' Eu não queria ser otária, e comecei a fumar. Naquela época eu tinha uns onze anos, e minha irmã dezesseis. No início, eu apenas dava umas baforadas sem tragar nos cigarros dos outros, só para entrar na onda; mas logo alguém percebeu que eu não tragava. "Tu não traga?" E eu, que nem sabia o que era aquilo, aprendi naquele dia. Fiquei muito tonta e um pouco enjoada.

Eu comprava cigarros à varejo no bar do Sr. Manoel, que não contava para nosso pai porque dizíamos que os cigarros eram para o nosso irmão. Eu gostava dos mentolados e do cigarro Charm, que era fino e tinha rosinhas desenhadas no filtro. Pensando bem, acho que o Sr. Manoel sabia que os cigarros não eram para meu irmão, pois duvido que ele acreditasse que meu irmão fumava cigarros que tinham rosinhas desenhadas no filtro.

Eu adorava os sábados pela manhã, quando minha outra irmã mais velha saía para fazer compras no mercado com meus pais, e eu ficava em casa sozinha. Pegava meu cigarrinho Charm, dentro do meu armário cuja porta era decorada do lado de dentro com fotos e posters do Queen e adesivos do Yes, rodava um rock na vitrola e, sacando meu diário secreto, acendia meu cigarrinho e tirava  a maior onda comigo mesma... escrevia mil histórias...

Um dia, durante a semana, eu peguei um cigarro Hollywood ( pois tinha acabado o Charm no boteco do Sr. manoel) e fui para o bambuzal que tinha atrás da casa, para fumar. Disse a mim mesma: "Desta vez, vou tragar todas!" Assim eu fiz. Já estava na hora de mostrar que eu era mesmo uma menina esperta, durona  e antenada. Traguei tudo e acendi outro cigarro, mas tinha que ser rapidinho, antes que minha mãe desse falta de mim. E ela deu.

Quando eu estava totalmente zonza e muito enjoada, ouvi-a gritar meu nome. Saí lá do bambuzal tentando aparentar naturalidade, mas ela sentiu o cheiro da fumaça, e perguntou o óbvio: "Ana, você estava fumando?" E sem ter como negar, já quase vomitando, eu assumi: "É Hollywood, mãe." Mas não teve jeito: vomitei a noite toda. Ela nem contou nada a meu pai, pois achou que eu nunca mais colocaria um cigarro na boca.

Ela estava enganada.

Uma vez, na fila do cinema, eu estava lá com meus amigos, cigarrinho na mão, cabelão comprido e liso tapando um dos olhos, calça Saint Tropez e cara de malvada, quando alguém alertou: "Deu zebra! Lá vem o "Seu" Silvio!" Tarde demais: ele já tinha me visto com o cigarro na mão. Ele chegou perto, e fez a mesma pergunta que minha mãe fizera alguns dias antes, embora estivesse diante do óbvio: "Ana, você está fumando?" E eu, na maior cara-de-pau: "Não, pai, só estou segurando o cigarro para o meu amigo, que foi ao banheiro." E meu pai, para não se aborrecer: "Ainda bem. Eu te dei dinheiro para comprar um doce, não para comprar cigarro."

Ah, como eram boas as festinhas em que a gente juntava os cigarrinhos que tínhamos e dividíamos uns com os outros!

Em uma destas festas, um colega nosso decidiu enganar um outro, que se gabava de estar fumando maconha: pegou um papelzinho de cigarro e enrolou-o com Mate Leão, e deu para ele, que fumou e disse ter ficado "doidão." A gente fazia muitas dessas experiências, de pegar papel de cigarro e fumar algumas ervas alternativas, como mate e chá-preto. Sei que alguns realmente fumavam maconha, mas eu nunca fumei. E quem fumava maconha, não oferecia para a gente.

Íamos para o cinema, naquela época distante em que os vídeo-cassetes nem sequer pensavam em ser inventados, e apostávamos uns com os outros quem conseguiria fumar dentro do cinema sem ser pego pelo lanterninha. Fumar dentro do cinema era proibido. Acendíamos os cigarros, e quando o lanterninha se aproximava, atraído pelo cheiro da fumaça, a gente começava a balançar o cigarro freneticamente, para evitar que se formasse a fumaça. Quando éramos pegos, às vezes o lanterninha nos pedia para apagá-los, e noutras, nos colocava para fora do cinema.

Uma vez, uma senhora nos denunciou ao lanterninha, pois além de fumar, um amigo nosso estava brincando de dar arrotos altíssimos durante o filme. Éramos um grupo de doze meninos e meninas, no Cinema Casablanca, onde também funcionava um hotel de luxo, e era considerado bastante elitizado. Ela apontou para as nossas fileiras (ocupávamos uma fileira e meia) dizendo: 'São todos estes aqui!"

Os que estavam na fileira da frente foram convidados a se retirarem. Logo depois, nós que estávamos na fileira de trás saímos também, pois a aventura perdeu a graça.

Fumar, para mim, era provar que eu era adulta, madura. Significava ter um segredo. Uma coisa para fazer quando os adultos não estivessem olhando. Além de tudo, fumar é gostoso. Não fumo mais, pois descobri que as pessoas que são realmente 'espertas' e 'antenadas,' não fumam. Hoje em dia todo mundo sabe dos perigos e inconveniências  do cigarro. Antigamente, alguns médicos até receitavam cigarros aos seus pacientes, para que se acalmassem. Era moda. As pessoas não sabiam direito o que estavam fazendo.

Até que de repente, começou todo mundo a morrer de câncer no pulmão. Começaram a pesquisar, e a divulgar os perigos oferecidos pelo cigarro. Acabou-se a época dourada, quando os cigarros significavam a escolha certa, o voo de liberdade,  a opção inteligente e mania de levar vantagem em tudo... embora esta última ainda esteja por aí

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Tunel do Tempo


Mudanças nos últimos 40 anos





Cenário 1:
Luís, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro:

• Ano 1971: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luís nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.

• Ano 2011: Prendem o pai de Luís por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luís se volta para as drogas, transforma-se num delinquente e fica preso num presídio especial para adolescentes.

Cenário 2:

José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...

• Ano 1971: Rapidamente, José se sente melhor e continua brincando.
• Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 3:

Disciplina escolar:

• Ano 1971: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou nos encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.

• Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 4:

Horário de Verão:

• Ano 1971: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.

• Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.
Cenário 5:

Fim das férias:

• Ano 1971: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar, após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.

• Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborreia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...

Cenário 6:

Saúde:

• Ano 1971: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.

• Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.
Cenário 7:
Trabalho:

• Ano 1971: O funcionário que era “pego” fazendo “cera” (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.

• Ano 2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

Cenário 8:

Assédio:

• Ano 1971: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho, mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.

• Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual. Ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.

Cenário 9:

Comportamento:

• Ano 1971: Homem fumar era bonito, dar o rabo era feio.
 Ano 2011: Homem fumar é feio, dar o rabo é bonito.



Pergunta-se:

EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1971 E 2011, QUE NOS
TRANSFORMAMOS NESSES VERDADEIROS IMBECIS?

 
*recebi por e-mail e imediatamente desejei ter uma máquina do tempo*

FUI!
LU C.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"A" bomba,rs...





D.Zeuzinha, uma jovem senhora, trabalhava muito. Perdera o marido logo após o parto do último filho.  

O marido? Não era grande coisa...
Até  doente ficou na hora que iria sobrar mais trabalho para ele, pois voltando do hospital com a sétima filha em dez anos, ele viu que não iria aguentar e, realmente, sem dormir à noite, devido aos choros da Geni, a bebezinha,  saiu para ir ao armazém comprar leite para a filharada e...bateu a cabeça numa árvore, ficando ali mesmo estatelado...

Enterro feito às pressas, com a bebê pendurada na teta, rodeada dos demais,que corriam por lá, acabou e tudo seguiu e segue até hoje...

Dona Zeuzinha hoje  pagava os pecados com aqueles "maledetos" genros que por lá apareciam.

Parecia que as sete filhas só arrumavam bombas.

Ela dizia:
_Apareceu alguma porcaria nova na cidade?
Tô sabendo! Lá vem mais uma bomba aqui para casa.

E não dava outra.

Tinha uma das filhas, que era então a campeã.Ninguém se igualava à Geni, a caçula,  nesse quesito: arrumar bombas para se relacionar.

Assim, aos trancos e barrancos a família ia adiante.

Geni, um dia, chega em casa com um moço .

_Mãe, esse é o Leocádio, vai passar uns meses por aqui comigo! Não tem onde morar .. Pode chamar de Léo,tá?

_Como assim?

E o papo vira em discussão, mas Geni sai ganhando e o moço bom passa a fazer parte da grande família.

 D.Zeuzinha saía para trabalhar e por lá, alguns ficavam dormindo, outros apenas preocupados no dia de receber a pensão do pai ...

Léo trouxera pouca bagagem.Apenas  três sacolas de mercado.Uma com cuecas, meias, outra com algumas roupas sujas e surradas e a terceira, com uma caixa.

Foi dito à mãe que ele tinha uma relíquia nela e ninguém deveria mexer...Apenas ele...Lá estava Bernardo., segundo ele...

_ Deixa eu ver o bichinho!  pediam todos e ele irredutível...Bernardo era um mistério...Só ele o via e tratava...

O tempo passa, a rotina lá sempre igual. Brigas, confusões, alternadas com risadas, trabalhos de alguns, vagabundagem de outros.

Uma manhã, milagrosamente, a casa estava vazia. Todos tinham ido à cidade  juntos.

_É hoje!-  Pensa D.Zeuzinha. Vou ver o que tem naquela misteriosa caixinha!

A abre, vê algo impactante...

Um rato,que a olhava vesgo...O focinho, franzido...

Ela de susto, larga longe a caixa.E grita!

Mas, lembrando do cuidado que o genro tinha com aquilo,o procura. Encontra sobre o roupeiro.Havia voado alto.

Mas vê que não se move.

_Pronto! E agora?

Fica inventando mil desculpas para evitar confusões, mas sabia que teria que enfrentar...

À tarde, assim que Léo e Gina voltam, ela avisa que tinha algo a dizer:

_Senta,Léo!
Não vais gostar nada da notícia:

_Eu matei o  Bernardo! Foi sem querer! E passa a contar o acontecido...

Léo sai correndo, bufando, transtornado...Vai até lá e não vê nem o rato nem nada na  caixa...Tudo vazio.

_Onde está o Bernardo?

_Estava morto, foi pro lixo!

__NÃO estou falando do RATO e sim das cinzas do  meu pai, Bernardo!! 

Nessa hora, D.Zeuzinha cai dura! 

Ao acordar, vê a filha chorando! Léo havia ido embora.
Não aguentara saber que tinha dividido o pai com estranhos.

Meses depois, Léo foi internado e ficaram sabendo que ele fugira do manicômio há algum tempo! Tinha fixação com o pai, que, aliás, o abandonara ainda criança...E até hoje, morava  em uma cidade bem longe dali vivo, vivinho da silva...

D.Zeuzinha, respira aliviada e aquele fato, apenas confirmara a sua tese sobre as filhas e seus "achados"...Era, mais uma bomba, apenas questão de tempo, estouraria! 

E dessa haviam se livrado!!!

Qual seria a próxima?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O DESAPEGO.



Porque praticar o desapego é tão difícil?
E amar e sentir saudades é tão tragicamente fácil?

Quando sentimos que nossa existência é real apenas quando estamos sozinhos, ou acreditamos estar dentro de um conto, ou em uma música? E a própria verdade fica escondida atráz de uma cópia exageradamente falsa de nós mesmo.

Não aceitamos a verdade dolorida com realidade e calma. Bem que podeira existir ao  nosso lado aquelas fadinhas que chegam com sua linda varinha e nos transformam naquilo que mais desejamos, ou nos arranque aquilo que dói,  e que os sonhos tornem reais.

O apego não quer ir embora.

Pedi pelo menos ao vento para que não sopre mais o teu perfume nem teu beijo em minha direção.
 E ao tempo que a saudades torne branda a cada dia.


Quando a vida me disse tinha você, não acreditei, mas eu amei!
E quando te perdi, fiquei derrotada,e a realidade sim veio a tona.
Porque?

Mas ainda te amo!