No Balcão do Quiosque

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Caim, Caim!

Toca a labuta, filho
dá pouca atenção
ladrar ante a caravana
ah, se vão!
Nem pode dar outra
fazer o que?
Ladrar é coisa de cão!

Ladram que ladram
cadê que mordem
tão miseráveis
que só se ... coçam
de tão mordidos
que estão de pulga
e daí sua burra
malcriação

O papel deles
é esse mesmo
ladram à toa
ladram a esmo
ladram porque afinal
são cães e jamais
de sê-lo eles deixarão

6 comentários:

Chica disse...

Os cães de verdade ladram e ladram, tem pulgas, mas nos alegram pelo menos...Pior são os outros "cachorros ordinários" que ladram, ladram antes das eleições e depois, nos deixam apenas com as pulgas e com aquilo que os cachorros fazem no chão......Um abração,chica

tita coelho disse...

ótima poesia! Gosto de poesia com um cunho social nas entre linhas.
Abraço

Ramosforest.Environment disse...

Caim, filho, cão, ladrar...
Muitas idéias e sentidos a encontrar nessa bela poesia.

Anne Lieri disse...

Adorei essa poesia,verdadeiro grito denunciando os manda chuvas desse país que ladram e nada fazem para melhorar a vida dos brasileiros!Excelente msg!Abraços,

Madalena Barranco disse...

Olá,

Ai, gostei desse poema que morde pelos versos e se afirma objetivo pela mensagem!

Abraços.

Lu Cavichioli disse...

É isso amigo João, boca no trombone num toque sutil inteligente e democrático.

Gostei demais!
ultrabeijos