No Balcão do Quiosque

sábado, 17 de novembro de 2012

Agradecimento de quiosqueiro pra quiosqueir@s

Venho hoje ao Quiosque em missão de agradecimento pela postagem da Lu, no dia 29 passado.

Obrigado em especial a você, Lu, e ao seu passarinho, e também e aos comentaristas da postagem, a Patty, a Chica, o Rodolfo, você mesma, a Milene e a Graça.

Passei uns dias de PC pifado em casa, dias em que pra não me atrasar com compromisso trabalhei manualmente e usei fontes físicas de consulta, como fazia no tempo em que era assim mesmo que todo mundo do ramo de tradução trabalhava. Foram dias de estranhar tudo, até minha caligrafia, a que de certo modo já me desacostumara.

Mas enfim, que agradável surpresa foi encontrar aqui no Quiosque o vídeo que há mais de três anos gravei e pus lá no YouTube, onde ficou.

A ideia do vídeo foi primariamente documentar aquele momento de minha evolução musical, como aquele tradicional antes e depois das clínicas de emagrecimento, das academias etc. e tal. Aquele vídeo representa evidentemente o antes. Sabe, eu não acredito mesmo que exista uma idade certa pra alguém se iniciar em música. Tanto que só comecei a estudar já cinquentão, no século corrente.

Conto felizmente com um professor de se afina muito, muito bem mesmo comigo. Tenho-o em muito alta conta, fato que ele não ignora. Professores de música com qualificações técnicas muito melhores, que sabem muito mais teoria e têm muito mais experiência do que ele até que há, nós sabemos perfeitamente, mas é sempre a ele que recorro e no fundo até o prefiro. Ele por sua vez me retribui à altura esta preferência, na generosa avaliação que faz de mim como seu aluno. Alunos bem mais inteligentes, bem mais cultos, bem mais talentosos, de bem melhor ouvido e bem melhor poder aquisitivo é certo que há, como bem sabemos. Mas enfim estamos juntos e misturados, literalmente. Somos dois loucos varridos que acreditam e confiam muito um no outro. O tempo com certeza acabará mostrando no que dá tudo isso. Só não o recomendo aqui e agora porque ele não quer de jeito nenhum, sob a razoável alegação de que pelo menos por enquanto ainda não pode aceitar alunos de nível musical acima do meu.

Tudo bem, então, mas qualquer dia desses eu o anuncio a todos os ventos como um possível professor de música. É só uma questão de ele ficar musicalmente mais maduro. Mas nada me impede de já adiantar seu perfil.

Ele nasceu em 1956, em Proto Alegre, de pai baiano e topógrafo e mãe mineira e do lar. Desde a adolescência, ensina (ou tenta ensinar) línguas, principalmente inglês. Foram umas boas dezenas de milhares de horas dando aulas particulares, ou então em colégios, cursinhos, empresas. É também blogueiro e se diz um versejador de horas vagas. Arrumou interessante aplicação prática para seu poliglotismo no exercício profissional da tradução em 1985, e nunca mais parou de traduzir, seja como contratado, seja freelançando. Sempre foi completamente apaixonado pela boa música (e parcialmente até pela nem tão boa assim).

Mas música mesmo, meu atual professor de música não sabe não. De erudição musical, não tem a menor sombra. Ainda, pelo menos. Mas enfim, ele já deu provas incontestáveis de competência ao me ensinar um monte de outras coisas. Foi estudando com ele que aprendi minhas línguas de trabalho. E deu certo. É de se esperar que com música dê, também. Por que não?

Imagino que ainda chegarei a expressar em linguagem musical o que nunca consegui em português, nem em nenhuma outra língua ou linguagem em que me viro bem. Posso até estar meio delirando, claro, mas se minha educação musical autodidática e limitada em todos os sentidos algum dia entrar na fase pretendida, só posso esperar que os mesmos amigos virtuais daqui, por exemplo, que no tempo do puro amadorismo já me agraciaram com tanta apreciação, tanto incentivo, tanto carinho mesmo, venham a confirmar que acertaram na aposta.

Tem um dito em inglês que ao pé da letra daria algo mais ou menos como: “não adianta ensinar truque novo pra cachorro velho”. De minha parte, discordo radicalmente e quero com meu próprio exemplo desbancar essa filosofia.

Por ora, meu reiterado agradecimento por todo o apoio e um abraço afetuoso a todos.

5 comentários:

Milene Lima disse...

Admiro demais essa tua ausência de pudor em se lançar nas coisas que deseja... Admiro demais esse teu talento no que se propõe a fazer, sejam os versos de lua ou quaisquer outras invencionices da palavra. E então o músico, autodidata, é de se admirar, aplaudir e ficar feliz por ele querer caminhar ainda mais.

Beijo, querido amigo.

✿ chica disse...

Teu modo de agradecer foi bem do teu jeitinho., Gostei como gosto de tudo que leio de ti. abração,chica

☆Lu Cavichioli disse...

Ei João, você é um dos quiosqueiros veteranos , hehehe...
Desde a fundação do Quiosque eu trouxe vc na bagagem do globoonliners, Lembra??

Muito boa notícia me trouxe o passarinho que tb é veterano kkk!

Homenagem portanto, MAIS QUE MERECIDA!

beijão caríssimo e obrigada por fazer parte da minha tchurma!
:D

Anne Lieri disse...

João,sempre é tempo de aprender!Eu tb aprendo coisas todos os dias e já passei dos...deixa prá lá!...rss...obrigada por sua carinhosa presença em meu blog!Gosto do Quiosque e acho um blog fantástico!bjs e bom fim de semana!

Sissym disse...

João, eu fico muito agradecida pela visita e por ter observado a imagem, pq tenho muito cuidado visual para fazer as composiçoes perfeitas.

Bjs