No Balcão do Quiosque

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Alguém gosta?

Alguém gosta de poesia? Eu gosto. E tento fazer algumas. Talvez o que escrevo possa passar perto do que se poderia chamar de poético. Mas, me faz bem quando escrevo. Pelo menos isso... rs



Como um remo que parte

Como um remo que parte
E deixa o barco à deriva
Assim foi tua partida

Nem mesmo era crepúsculo
Nem mesmo era esperança
Desde cedo já tardia

Uma dor quase sentida
Me fez esquecer das alegrias
Me fez lembrar de um só dia

Amanhã eu já estarei Rei
Ordenarei aos meus súditos sentimentos
Limpa o salão do coração
Prepara-o para um novo evento

Não há de ser tudo
Nesta vida água corrente
Deixo-me esbarrar na liberdade
Sou toco de enchente

Agora que estou só
Só morrerei para os olhos que não me vêem
Nem a tristeza com toda sua elegância
Fará sombra sob o sol de minha derradeira paisagem



Leandro Soriano

4 comentários:

Chica disse...

Muito legal,Leandro! Gostei de tua poesia! abração e tudo de bom,chica

Graça disse...

Belo, Leandro, muito belo e gracioso esse teu poema!!!
"Limpa o salão do coração
prepara-o para um novo evento'.

Sensacional.
Um abraço! E continue, tu tens talento, rapaz.

Lu Cavichioli disse...

Soriano e sua poesia de qualidade. Faz tempo que não leio teus versos, meu amigo e nem te vejo por aqui.

Valeu a espera, pois a idéia central revela tua sensibilidade (por mim sabedora).
Linda construção. Ultimo verso dá margem a outro poema.

grande abraço!

neo-orkuteiro disse...

É como um remo que parte uma certa partida, e os versos resultantes embalam a leitura no crescendo das estrofes.
Quem gosta?
Eu.
Abraço, Leandro